Atividade de Casa 3 - Brenno Martins

Quando o bem cobre o mal

Rúbio sempre teve seu jeito para tudo. Na escola andava com um grupo de brutamontes, mas sempre pagava um sorvete para seus amigos com o dinheiro que conseguia por aí. Quando mais moço, conseguia boas notas mesmo sem estudar, bastava uma conversa rápida com um dos magrelos da primeira fileira de sua turma. Até mesmo quando começou a trabalhar como caixa não perdeu seu carisma, sorria sempre que um cliente chegava na vendinha do seu João, sorria ainda mais quando vez ou outra guardava notas de cinco ou dez reais em seu bolso.

“Que educado!”, dizia a esposa do vizinho, sempre que Rúbio a ajudava com as compras pesadas, mesmo que ele saísse da casa dela com mais em seus bolsos que entrou lá. O rapaz era sempre cercado de elogios e de pessoas que queriam sua atenção. Um ou outro falava algo absurdo, completamente irreal como “ladrão” ou “safado”. Rúbio? Jamais! Tão bom rapaz, amado por tantos. Inveja, quem fala assim quer ser como ele, tão amado quanto ele. Alguém tão bom para todos como o Rúbio, ser ruim assim? Faladores, esse mundo de hoje… realmente não dá para confiar em ninguém.

Comentários

  1. Atividade Repentina 3 - Vânia de Souza Vieira

    Hoje é o dia mais desesperador da minha vida. Sabe o que é você ajuntar anos de anos de trabalho, restrições, economizar as moedas e os centavos, não gastar com o que mais gosta, até mesmo com a saúde para comprar tudo o que eu tinha naquele prédio. Anos e anos de trabalho e economia sendo consumido por aquelas chamas. Tentei me aproximar mas não me deixaram se aproximar. Por que? Tantas pessoas esperavam as mercadorias e eu tinha tanta coisa para pagar e os presentes dos meus filhos que esperavam...

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  2. Atividade de casa 3 - Vânia de Souza Vieira

    "A pequena guerreira"

    Hoje foi um dia difícil e diferente para todos do setor. Enquanto tomávamos nosso café que é o nosso mais importante convidado da manhã. O café nos ajuda acreditar que eatamos em um novo dia, ainda que este dia seja tão parecido com os anteriores.
    O café significa o convite para uma nova jornada.
    Enquanto corversávamos, eis que entra pela porta do departamento uma criança, com aproximadamente 3 anos, com um olhar assustado e cheia de sangue em sua roupinha.
    Mariana, a enfermeira de plantão, correu ao encontro da criança e a pegou no colo procurando o local do ferimento, deitou-a na maca, tirou as roupas com cuidado, a criança começa a chorar e reluta para que sua roupa não seja retirada.
    A recepcionista imediante liga para o Conselho Tutelar para relatar o fato, logo chega o Conselho acompanhado da Polícia Militar.
    A criança a cada nova pessoa que surge se assusta ainda mais e intensifica o choro.
    E os presentes começam a falar mal dos pais da criança, por terem machucado a mesma, deixando ela na rua e a criança entre um choro e outro diz mamãe.
    Imediatamente associam que a culpada de tudo aquilo é a mãe. O julgamento aumenta a cada segundo.
    Enquanto todos tentam achar o local do ferimento, a criança começa a gritar e chorar com mais desesper: Mamãe! Mamãe! Mamãe!
    De repente entra uma jovem em seus 18 anos, procurando o setor de rh para sua entrevista de emprego e é impedida de ficar no recinto por ser um possível caso de violência e precisava proteger a imagem da criança. Enquanto a jovem fica a espera do entrevistador, ouve a criança desesperadamente gritando Mamãe! Mamãe!
    Aquilo tudo vai causando desconforto na jovem e o alvoroço em torno da criança por não encontrar o ferimento e novamente a jovem intervém:
    - Parem! Silêncio! Escutem o que a criança está dizendo a tempos e vocês não estão ouvindo e só criticando a mãe.
    E todos param e encaram a jovem.
    O policial questiona a jovem se conhece a criança e ela nega mas pede para tentar conversar com a mesma.
    Ao se aproximar da pequena criança, acalenta ela e a coloca ao chão. A criança para imediatamente de chorare repete: Mamãe! Mamãe!.
    A jovem faz uma pergunta, a mais importante e que ninguém ainda tinha feito:
    - Onde está a mamãe?
    A criança estendeu a mão para a jovem e foi puxando ela para fora do hospital. E a enfermeira e o policial as seguiram. Andaram até o banheiro desativado do hospital e viram as marcas de sangue e correram na frente:
    Ao adentrar o banheiro escuro avistaram a mãe da criança que acabara de dar a luz sozinha no banheiro pois havia chegado no hospital na noite anterior antes da troca de plantão e não conseguiu ser atendida, em virtude da médica anterior não ter tido tempo de atender a mãe da criança pois precisava passar o plantão e ir embora.
    A mãe era surda e foi julgada como drogada ou bebada pois estava com suas roupas surradas e simples.
    Rapidamente socorreram a mãe e o recém nascido e os colocaram na maca e os levaram ao centro cirúrgico.
    A mãe olhou a sua pequena guerreira que acabara de salvar sua vida e de seu irmãozinho.

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