Atividade 1 Casa - Ana Caroline Soares

 Despertares

É início de uma outra semana, de seguidos despertares matutinos e de variadas sensações ao abrir meus olhos. Neste momento, o que me chama à atenção primeiro é uma leve dor em meu ombro esquerdo. Penso e concluo que seja a posição ruim da qual dormir, por muitas horas, sem me mexer. Ao tirar o meu corpo da cama , faço o café e direciono me ao escritório. A maneira como coloco a cadeira para me sentar é levada até a janela. Não a como fugir dela, é o lugar do qual me encontro com a escrita, que, logo após isso, ouço um alto barulho de uma porta se fechando, percebo então uma coisa única acontecendo. Na varanda da casa vizinha em frente, havia um garotinho, gordinho, de cabelos pretos encaracolados e olhos azuis com a sua pele branca que tinha as mãos entrelaçadas e nervosas. Parecia lhe ser a primeira vez dele naquele ambiente. Com seus olhares varrendo tudo ao redor o mais rápido que conseguia, captando para si o máximo de informações possíveis, toda aquela inquietação desconfortável para ele, se esvaiu, quando pós seus olhos em um filhote de gato siamês que estava deitado em uma poltrona grande e vermelha. O garoto e o gatinho sustentaram o olhar um no outro por cerca de um minuto, sem que nenhum dos dois avançassem. Passando determinado tempo, a criança tomou coragem e se aproximou do animal, que este se movimentou atento ao seu redor de onde estava, principalmente sem perder de vista o pequeno humano, que a primeira ação dele foi tocar - lhe. Não sendo permitido tal ato de carinho a ele, em vista de ter se retraído se afastando do próprio, o menino não insistiu mais e se afastou também, indo, com o semblante triste, em direção a uma idosa senhora que conversava com uma mulher mais nova, as duas, aparentando serem sua avó e mãe, a perguntar o motivo por trás de o animalzinho estar com medo dele. A idosa, agora tentando camuflar em seu rosto uma grande tristeza e angústia, respondeu o com uma curta história do dia do resgate que fez ao pequeno siamês. Três palavras me marcaram nessa breve descrição. Chuva. Caixa. Pessoa. Ao final do relato, a avó pegou ela mesma o gato, que este, se aconchegou confiante a ela, e se aproximou de seu neto para desfrutarem juntos tal amor que ela já recebia dele e olhar daquele garotinho estava diferente de todos os outros olhares que já havia dado antes. Estava vividamente desperto. Pronto para outro obstáculo em sua vida e das demais.     

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