Atividade 1 casa- Daniela Soares


Corredor

São onze e quarenta e cinco da manhã, pelo menos é o que diz o relógio que está pregado na parede, um relógio branco, sem muitos detalhes, frio como todo resto de itens que se encontram no estreito corredor.

A expressão dos que estão ali é de não querer estar, ansiosos para voltar para a correria do dia a dia, já que esse momento, esse lugar é de parada… parada para pensar na própria vida, na tarefa do trabalho, aquele prazo que está se findando, no que fazer para a merenda das crianças. Nossa! Se demorar mais um pouco já deu a hora de buscá-los.

 Após não ter mais o que pensar, o tédio toma conta, uma senhora puxa assunto, comenta sobre o tempo… (assunto clichê). Todavia, ouso dar-lhe atenção. Não sei, ela me fez lembrar da minha avó. 

Os assuntos foram se emendando, de forma a encadear uma linda história de vida. Aquela senhora esguia, com seu vestido estampado, arquinho na cabeça, com seus cabelos grisalhos, sandália de palha e uma sacola daquelas de loja de conveniência, de repente deu vida aquele momento, trouxe calor aquele lugar. 

Todos paravam para ouvir suas histórias, quanta lição de vida. Valeu a pena estar naquele lugar frio e sem vida, pois essa senhorinha, cujo nome eu nem sei, trouxe calor, não só para aquele lugar, mas também para minha vida.



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