Atividade de casa 1 - Emar Vigneron

 

Silêncio

 

Nunca, nem mesmo em nossos piores pesadelos, poderíamos nos imaginar vivendo uma pandemia. Mas aconteceu e assustou muitas pessoas. Alguns se perguntavam: Vamos todos morrer? Não havia resposta, todos estavam perdidos diante do vírus desconhecido, inclusive os maiores pesquisadores do mundo.

Estocar comida, comprar máscaras e muito álcool. Tudo tinha que ser limpo. Nas redes sociais, as informações se contradiziam: não adianta toda essa higienização; temos que nos proteger com luvas, álcool e máscaras; aglomeração não é permitida; especialistas dizem que deve-se evitar sair de casa.

Haja fé, haja força retirada de não sei onde. As crianças estão assustadas, os adultos têm que fingir que está tudo sob controle.

Em meio a esse terrível quadro, uma família, reunida no quintal da casa, está conversando.  De repente, alguém diz: Que coisa estranha! Nenhum barulho, nenhum grito, ninguém falando alto. Outro lhe responde: as crianças não estão mais brincando na rua. Só nos restou o silêncio.

Comentários

  1. Muito bom, Emar, este seu olhar sobre o redor no período de confinamento. Você expressou muito bem o silêncio que preponderava e que nos enchia de medo.

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