Atividade de casa 2 - Ana Caroline Soares
Certo dia, por volta das 23 horas, eu ouvi um celular tocando na calçada da minha casa. Um pessoa atendeu e disse:
- Alô! Sim, é o João.
De repente, há um silencio, então imagino que ele deve estar concentrado em o que a pessoa do outro lado da linha fala. Poucos minutos após isto, ouço um barulho, como um baque de algo caindo no chão. Seu João estava agora estirado em frente a sua casa chorando descontroladamente com o celular ainda no ouvido.
- Ela sentiu muita dor? Sim, estou a caminho.
Com esta fala final, me lembro vagamente de a muito tempo não vejo a esposa dele. Quando ele se levanta e se dirige até seu carro e o perco de vista, tento ir dormir, mas demoro - o fazer, estou inquieta. Na manhã seguinte, ao conversar com meu marido, o próprio me informa que a quase um ano atrás uma ambulância surgiu em nossa rua, levou a dona Cristina e nunca mais foi vista por aqui. Desde então estava no hospital. Morreu de câncer. Eu sinto tudo no segundo em que formulo tudo. Minha reação é apenas me aproximar do meu companheiro e o abraça - lo.
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