Atividade de casa 2 - Sáyva Souza

 Certo dia, por volta das 23 horas, eu ouvi  um celular tocando na calçada da minha casa. Um pessoa atendeu e disse: 

-  Alô! Sim, é o João - ele parecia meio irritado - é obvio que estou irritado - disse ele falando um pouco mais alto ao telefone.

Me aproximei um pouco mais vendo o estranho, algo em meu interior dizia para eu me afastar e que aquela conversa não era de minha conta, mas minha curiosidade que cochichava ao pé do meu ouvido, acabou falando mais alto. 

- Você não é nenhuma criança, sabe disso - continuou o estranho - eu falei que não encontrava o remédio, você poderia ter se oferecido para procurar, sabe que eu não gosto de pedir ajuda. 

Como outra pessoa vai entender que você quer ajuda se você não fala? Pensei com meus botões. 

Ele mexia com os dedos da mão livre, parecia algum tipo de tique nervoso, também andava de um lado a outro da calçada, e com o passo que aquela dava, ele parecia um pouco mais calmo.

- Tudo bem, conversamos quando eu  chegar em casa - disse ele assim que me viu. 

Até tentei disfarçar, mas a única coisa que consegui fazer foi dar um sorriso nervoso por ter sido descoberta pela minha pequena investigação.

- Boa noite - ele disse.

- Boa noite ao senhor também - respondi de volta e corri para dentro de casa.


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