Atividade de casa 2 - Vânia de Souza Vieira
Certo dia, por volta das 23 horas, estava em meu quarto quando ouvi um celular tocando. Era o celular do João meu vizinho do apartamento de cima.
Morar em apartamento tem seus prós e contras.
Antes do celular tocar João estava conversando com uma pessoa, mas não soube se era mulher ou homem pois a pessoa apenas chorava e soluçava e não respondia as perguntas de João.
Assim que o telefone tocou por 3 vezes, João atendeu e disse:
- Sim, aqui é o João e eu já te disse para não ligar mais aqui na minha casa. Deixe eu e minha família em paz.
A voz do outro lado que não sei quem era, disse algo que deixou João apreensivo e nervoso.
João após 15 segundos de silêncio disse:
- Pelo amor que você tem pela sua mãe, não faça nada com ela. Vou arrumar o valor, mas te imploro não a machuque e João começou a chorar e implorar pela vida da pessoa que estava tentando salvar.
De repente João começou a gritar:
- Alô, alô, por favor responde. Alô e deu um forte e estarrecedor grito e prorrompeu em lágrimas dizendo:
- O que eu fiz com minha vida e minha família. Maldito vício.
De repente ouço um barulho de porta abrindo, já são 02 horas da manhã de sábado. A pessoa que estava na casa de João pede para ele ter cuidado mas que traga a filha deles e agora consegui identificar a voz chorosa mas ao mesmo tempo firme da mulher e mãe forte que era. Sua filha havia sido sequestrada pelo traficante que João ficou devendo 10,00.
Raquel, a mulher de João, esperou ele sair e alguns minutos depois ela saiu apressadamente. Ouvi a porta da escada do meu andar abrindo rapidamente e batendo e olhei pelo olho mágico. Era Raquel que chorava e dizia:
- Ele vai se arrepender por ter tocado na minha filha.
E mexeu na bolsa e puxou um revolver calibre 38.
As 04h da manhã na rua de trás de casa, da janela do meu quarto, ouço uma gritaria.
Era João e o homem de gorro preto, alto, magro e apontava uma arma para a cabeça de sua filha Débora de 15 anos. Raquel ao avistar a cena e o medo de perder a filha, atirou em direção ao homem, passando de raspão pelo braço de João.
João novamente gritou e disse a Raquel:
- Olha o que você fez? E Raquel viu que a bala havia acertado o homem mas primeiro atingiu sua filha perfurando seu pescoço.
Ligaram para a emergência e para a polícia, mas demoraram muito para chegar...
A polícia não tem muita pressa quando a ligação de pedido de socorro vem da periferia.
E lá ficou caída sua filha e o homem que queria matá-la pois o pai ficou devendo 10,00 de drogas.
João tirou a arma da mão de Raquel e apontou para a própria cabeça. Num lapso de segundo Raquel e João ouviram uma voz em pranto dizendo:
- Papai estou aqui, não faça isso. Era Debora, a filha deles.
A jovem que levou o tiro era outra pessoa que o homem pintou o cabelo e fez com que se parecesse com Debora. A jovem baleada era Lorrane, filha do homem que sequestrou Debora.
Raquel se aproximou de Lorrane e ficou pressionando seu pescoço até que o resgate chegou e Lorrane após 2 paradas e ressuscitação, conseguiu ser estabilizada e levada ao hospital em vida.
João vendo a atitude de Raquel ao salvar a vida da filha do homem que queria matar a sua filha, ficou revoltado com ela.
Raquel abraçou sua filha e disse ao marido:
- Ela só tem 15 anos e não merece pagar pelo erro do pai.
E Raquel seguiu para a sua casa com sua filha, depois de se informar para qual hospital estariam levando a jovem Lorrane.
Muito bom, Vânia! O trecho "A polícia não tem muita pressa quando a ligação de pedido de socorro vem da periferia" foi arrebatador. É a mais pura verdade.
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