Atividade repentina 4 - Emar Vigneron
Introspecção
Era
uma rua movimentada, com muitas lojas e pessoas andando. As lojas eram
atrativas, com muitas coisas bonitas que poderiam chamar sua atenção, mas
Marcos nada via. Alguns passavam, cumprimentavam-no. Ele não percebia. O
barulho do mar, os bares cheios, muitos em roupas de banho, mas nada o distraía
do seu pensamento fixo.
Árvores
frondosas, bebês nos carrinhos, com suas mães ou babás. Quanta natureza, quanta
beleza, o céu azul, um sol brilhante! Risos, conversas. Os prédios eram altos,
muitos carros passando. Ele nada via.
A
única coisa que ocupava sua mente eram as luvas ensanguentadas enfiadas em seus
bolsos. Sim, ele matara alguém, num ímpeto de raiva. Não suportou saber que seu
sócio o roubara e que, por isso, estava fadado a não ter sequer algo para comer
ou onde morar. O sangue não esfriara e ele ainda possuía um imenso ódio dentro
de si, enquando as ondas quebravam na praia e risos ressoavam no ar.
Que texto maravilhoso!!! Toda vez que leio parece que estou lendo pela primeira vez.
ResponderExcluirO contraste, os extremos do cenário, vida e morte. Genial!
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