Atividade repentina 4 - Giselle
Muitas coisas foram construídas por ela naquele parque. O parque era dela e de seu amigo Lucca. Todos os dias eles iam brincar depois da aula. Localizava-se no alto, antecedido por algumas escadas e pelas salas de aula. Muitos amigos foram feitos, muitas memórias foram vividas ali. O parque da escola onde ela estudava tinha Algo. A menina não sabia explicar o que era esse Algo, mas sabia que ele estava lá. Em um fim de tarde de julho, ao brincar com o seu amigo Lucca, escutou barulhos estranhos. De repente, surgiu um menino no meio da escada que antecedia o parque. O pai estava junto. Deixou o menino no parque e voltou ao meio da escada, onde aparentemente desapareceu. O menino começou a brincar com eles e, apesar de ser uma criança mais nova, tinha movimentos muito ágeis.
- Lucca, tô com medo - disse.
- Eu também.
Quanto mais eles corriam, mais o menino corria atrás. Os brinquedos do parque pareciam estar diferentes, ventava muito, era um dia fresco, mesmo em uma cidade tão quente. Quanto mais o medo crescia, mais o parque parecia estranho. E era um medo intenso. Um medo forte, paralisante. Um medo relacionado ao parque e àquela presença exterior. Uma presença exterior, já que o parque era deles: dela e de Lucca.
De repente, o pai do menino aparece para buscá-lo. Some com ele novamente no meio da escada. O medo, no entanto, ainda estava presente. Forte, paralisador. Até que as duas mães apareceram para buscá-los. As crianças correram ao encontro de suas proteções. Elas estavam tremendo, com o coração batendo forte.
- O que aconteceu, minha filha? - perguntou a mãe da menina.
- Então… - e começou a contar.
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