Atividade de casa 4 - Ana Caroline Soares
Armadilhas
Felizmente, hoje eu consegui chegar mais cedo em casa do trabalho. A patroa, Dona Marlí, já não queria me ver em sua casa ,e sim, ir aproveitar o resto da noite com o marido, em vista de sua chegada de viagem do serviço. Com isso, posso entrar na igreja antes de todos, sem os olhares de ninguem, pontualmente às 18 horas da noite, como faço todos os dias. Meu marido, Carlos, chegará mais tarde do seu emprego hoje, então farei a nossa janta depois que eu voltar.
A fachada grande e larga da igreja, das cores brancas e amarelas, com seus aspectos antigos, se encontrava a minha frente. Entro e me ajoelho perto do primeiro banco, pego o meu terço, fecho os olhos, respiro fundo, e começo outra prece de agardecimento por mais um dia. Me perco no tempo que quando me levanto me surpreendo com as horas que são. A calmaria que me encontrei foi muito diferente de todo o meu dia, as crianças da Senhora Marlí estavam em casa, tive que chegar mais cedo no trabalho a pedido dela, em razão que a própria desejava coisas a mais do que o comum, para que eu fizesse. Me levanto e encaminho até a porta, coloca a mão na maçaneta e percebo que está trancada. Não me dou conta de que estava sacudindo com todas as minhas forças para a porta se abrir. Olho ao redor a procura de uma saída e não encontro. Então giro olhando em volta, sem parar, sem parar. Estou presa. Presa. Não consigo respirar. O chão está muito frio. Não entendo o porquê estou agora no chão. Está muito alto, o grito está muito alto. Chega com isso. Chega. Não grite mais Carlos, amor, por favor. Minha cabeça doi muito. O que eu estou vendo? Onde exatamente eu estou ? Alguém... por favor, me ajude...
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