Atividade repentina 4 - Juan Carlos C Dos Santos
O cair das flores
Vestindo sempre um olhar vívido e um sorriso simpático, o simples florista cativava a todos que passavam por seu caminho. As flores de sua loja eram saudáveis e belas, como se fossem um espelho da alma do jovem homem, que nunca se abalava.
Ele era casado com uma linda mulher, serena e amável, ele dizia que ela era a sua musa. Mas com a chegada do inverno as belas flores perdiam o seu brilho, junto com o olhar do homem que as cultivava. O bairro se preocupou com a repentina mudança de expressão do florista, junto com o desbotar das flores, naquele rigoroso inverno.
Ao final do inverno a última pétala caiu, junto com o semblante do jovem homem. Era difícil vê-lo sofrer, mas de onde estava as minhas mãos estavam atadas. Agora, o que me resta é assistir as amargas lágrimas que a minha ausência lhe causava.
Comentários
Postar um comentário