Atividade repentina 4
João e o parque
Manhã de domingo ensolarado. João acordara animado. Foi para o parque que ele vai todas as manhãs de domingos ensolarados, mas estranhamente não estava lotado. Havia algo estranho. O parque cheio de grama, bancos e brinquedos de criança localizado na rua de baixo estava vazio nesse domingo. Só João e o seu vazio preenchiam aquele espaço.
- Para que correr? Onde quero chegar?
João decidiu desacelerar. Pensamentos existencialistas invadiam sua mente e ele resolveu sentar.
- O que for meu vai aparecer quando eu menos esperar. Pra que procurar?
O sol ardente daquela manhã penetrava em sua pele e queimava como fogo, e foi esse mesmo sol que acendeu o rosto da moça sentada no banco do outro lado do parque, depois dos brinquedos de crianças, que estranhamente não estavam sendo invadidos pelo turbilhão de crianças.
Fosse um dia normal, João não teria parado e muito menos reparado naquela moça de pele cor de jambo, cabelos altos e escuros como a noite e um sorriso branco que iluminava mais que aquele sol. Fosse um dia normal, talvez ela estivesse apagada no meio da multidão.
- Será que ela está sempre aqui? - Pensou João.
Mas não agiu. A coragem fugiu. O parque é seu companheiro nas manhãs de domingo e, enciumado, tomou para si a atenção do João. Ele se distraiu olhando as verdes gramas. E a moça sumiu.
- Leticia Barreto
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