Escrita Repentina 05 - Paixão Unilateral
Paixão Unilateral
Acordei de mais um sono inquieto. Levantei, não sem certa dificuldade, e direcionei meu olhar para rosto lívido que me encarava do outro lado do espelho de meu guarda-roupas. Aquelas sombras negras que marcavam o espaço entre meus olhos e as maçãs do meu rosto faziam questão de não me permitir esquecer da natureza deletéria dos meus hábitos noturnos. Quando finalmente me recordo do motivo do meu recentemente adquirido descuido por coisas banais como sono e fome, me dirijo desesperadamente ao celular num afã de ler aquelas injeções de morfina costumeiramente deixadas pelo meu maldito carrasco.
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