Escrita Repentina 7 - Brenno Martins
O crucifixo na água, perda de morada
A chuva caía de forma barulhenta, quase abafando o som dos gritos que vinham do lado de fora. Dona Selma se escondia em sua casa enquanto esperava tudo acabar. Do lado de fora, seu marido rolava na lama com o homem que havia chegado em seu quintal cobrando uma velha dívida. A chuva escorria no corpo dos homens, na janela que separava Selma da cena, e também no revólver que o homem carregava. Apertando seu crucifixo em sua mão e orando por ajuda, correu em direção ao seu marido após ouvir o disparo. Em cortes de cena, seu crucifixo caído numa poça de água e lama, sua morada morta no chão e sua vida por um triz.
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